Nos dias 13 e 14 de março de 2019, as águas em torno do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar/USP) se tornaram avermelhadas.

marevermelha

No dia 14/03, a mancha avermelhada foi registrada em imagens aéreas obtidas com um drone.
Foto: Alvaro Migotto.

Análises de amostras de água de superfície, que haviam sido coletadas nesse período para atividades de ensino e pesquisa, revelaram a presença de grandes concentrações de organismos unicelulares planctônicos, potencialmente tóxicos.

A introdução de espécies exóticas é considerada uma das principais ameaças à biodiversidade, com potencial de causar uma série de impactos negativos em populações nativas. Duas espécies de corais do gênero Tubastraea (T. coccinea e T. tagusensis), popularmente conhecidos como coral-sol, foram introduzidas na costa brasileira por volta da década de 1980 e, atualmente, se distribuem ao longo de mais de 3800 km, competindo com espécies nativas e endêmicas.

 Invasão do coral-sol em um costão rochoso da Ilha dos Búzios, litoral norte do Estado de São Paulo.

Invasão do coral-sol em um costão rochoso da Ilha dos Búzios, litoral norte do Estado de São Paulo. 

Imagine passear pelo litoral norte do estado de São Paulo, vislumbrando praias paradisíacas cercadas por serras cobertas com a viçosa mata atlântica, enquanto aprende-se sobre a história geológica da região. É isso que pretende proporcionar o projeto "Roteiro Geoturístico do Litoral Norte de São Paulo" a quem estiver nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela.

Devido a mudanças climáticas globais, os principais arquitetos dos recifes de corais vêm sofrendo com branqueamento, doenças e sobrepesca. Assim, diversos esforços vêm sendo dedicados para melhor entendermos estes ecossistemas megadiversos. Uma das principais lacunas no conhecimento dos recifes coralíneos, mais especificadamente sobre a evolução dos mesmos, é a relação de simbiose entre os corais (hospedeiros) e algas unicelulares (dinoflagelados), que atualmente é tema de grande debate devido aos extensos registros de branqueamento nos principais recifes do mundo.

Uma pesquisa recente demonstrou como Lychnorhiza lucerna, uma das espécies de águas-vivas mais abundantes da costa brasileira, desenvolve e passa por uma série de mudanças em seus mecanismos de natação e alimentação. O trabalho foi realizado no Instituto de Biociências e no Centro de Biologia Marinha, ambos da USP, em parceria com pesquisadores norte-americanos do Marine Biological Laboratory. Foi utilizada uma câmera de alta velocidade, capaz de captar até mil quadros por segundo, para registrar o comportamento desses animais. Desse modo, movimentos que ocorrem no intervalo de um piscar de olhos foram "desacelerados", possibilitando a compreensão da mecânica e da dinâmica do funcionamento das estruturas corporais desses animais. (1)