Devido a mudanças climáticas globais, os principais arquitetos dos recifes de corais vêm sofrendo com branqueamento, doenças e sobrepesca. Assim, diversos esforços vêm sendo dedicados para melhor entendermos estes ecossistemas megadiversos. Uma das principais lacunas no conhecimento dos recifes coralíneos, mais especificadamente sobre a evolução dos mesmos, é a relação de simbiose entre os corais (hospedeiros) e algas unicelulares (dinoflagelados), que atualmente é tema de grande debate devido aos extensos registros de branqueamento nos principais recifes do mundo.

Imagine passear pelo litoral norte do estado de São Paulo, vislumbrando praias paradisíacas cercadas por serras cobertas com a viçosa mata atlântica, enquanto aprende-se sobre a história geológica da região. É isso que pretende proporcionar o projeto "Roteiro Geoturístico do Litoral Norte de São Paulo" a quem estiver nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela.

As cerca de 90 espécies do gênero Bugula representam alguns dos briozoários mais conhecidos pela ciência e público em geral, sendo encontradas no mundo inteiro. Grande parte da familiaridade do público com estes animais se deve ao complexo de espécies Bugula neritina, formado por três linhagens morfologicamente muito semelhantes e quase indistinguíveis, mas que podem ser detectadas geneticamente. O que tornou esta espécie tão conhecida é que uma das linhagens abriga bactérias que produzem uma classe de substâncias que têm potencial anticancerígeno e para tratamento da doença de Alzheimer. Pesquisadores ligados ao CEBIMar investigaram a validade das características morfológicas usadas para definir o gênero Bugula, em um estudo publicado na revista Zoologica Scripta em fevereiro de 2015. Após as análises evolutivas, eles puderam determinar que o gênero, tal como proposto originalmente em 1815, englobava quatro gêneros: Bugula sensu stricto, Bugulina, Crisularia e um gênero novo, que eles denominaram de Virididentula.

Uma pesquisa recente demonstrou como Lychnorhiza lucerna, uma das espécies de águas-vivas mais abundantes da costa brasileira, desenvolve e passa por uma série de mudanças em seus mecanismos de natação e alimentação. O trabalho foi realizado no Instituto de Biociências e no Centro de Biologia Marinha, ambos da USP, em parceria com pesquisadores norte-americanos do Marine Biological Laboratory. Foi utilizada uma câmera de alta velocidade, capaz de captar até mil quadros por segundo, para registrar o comportamento desses animais. Desse modo, movimentos que ocorrem no intervalo de um piscar de olhos foram "desacelerados", possibilitando a compreensão da mecânica e da dinâmica do funcionamento das estruturas corporais desses animais. (1)

Pouco mais de 13 mil quilômetros e 20 horas de viagem separam o Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar) do Instituto de Biologia Marinha da Universidade do Havaí (HIMB, na sigla em inglês). Estas vastidões de espaço e tempo foram vencidas no último mês de junho pelo pós-doutorando do CEBIMar Marcelo V. Kitahara, para participar de um tradicional encontro científico que envolve profissionais e estudantes do mundo todo em discussões sobre um tema específico de Biologia Marinha.